quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Evangélico e Homofobia


Os líderes evangélicos, pós-evangélicos, pentecostais, neopentecostais... como queiram chamar, utilizadores da mídia televisiva, alcançaram níveis de evidências sem precedentes no Brasil. Alguns enveredaram na carreira política e estão ocupando cargos estratégicos com muita visibilidade, caso do Marcos Feliciano.
Há um ano e meio atrás explodiu no Brasil uma onda de protestos por causa de sua eleição à  Comissão dos Direitos Humanos na Câmara dos Deputados. Houveram investigações minuciosas, da parte do Movimento LGBT, com o intuito de descredenciar e descontruir (palavra em moda, associada à Marina nestes dias), a pessoa do Feliciano.
Esta ação agressiva, preconceituosa, não só contra o pastor deputado, mas contra quase toas as manifestações ou expressões evangélicas, ficando em mais evidência no processo eleitoral de 2014. 
Quem vai parar com as agressões?
Pastores com visibilidade e interesses eleitoreiros, também com uma carga de preconceito indisfarçável e o Movimento Gay com sua prática agressiva, acredito, proporcional ao nível de agressão sofrido por eles, de uma forma indiscriminada ao longo dos milênios, principalmente no contexto “cristiânico*” e islâmico; duas enormes ondas religiosas mobilizadoras e controladoras de massas em nome de profetas, os quais não avalizaram estas atitudes.
Pelo menos Jesus, com certeza, não orientou desta forma.
Cabe a parte que prega o amor - não me referindo a Eros, mas a Ágape - reagir de forma diferente.
A propósito: uma igreja que ama acolhe.
Afirmo: a maioria, grande maioria das igrejas ditas cristãs, incluindo católicos, adventistas, igrejas protestantes históricas, passando, claro pelos neo e pentecostais, não têm estrutura para acolher homoafetivos, àqueles, especificamente, que escolhem o seio da religião cristã, não importando a sua variante, como refúgio ou amparo para as suas questões e crises sejam espirituais, existenciais, de cunho moral ou de outra ordem.
A pressão que este popular pastor continua a receber nestes dias, leva-me a refletir acerca do nível de preparo,sensibilidade e profundidade da liderança midiática.


Neste contexto fui provocado por uma amiga, residente na Capital Federal em assistir a um vídeo com o Pr. Marcos Feliciano pronunciando-se em um culto, defendendo-se das críticas e protestos direcionados a ele. 


Na gravação, o pastor expõe a temática de forma pejorativa, sem respeito algum e sem profundidade. A posição bíblica deve ser defendida, mas evitando termos ou construção de imagens caricaturadas e depreciativas ao homossexualismo.
Um detalhe sério no contexto do Brasil contemporâneo: a realidade fora dos limites dos templos é outra. A população no geral observa os evangélicos, principalmente os televisivos, com muita atenção e fiscalização. Parece que boa parte dos pastores midiáticos ainda não percebeu.
Existe um seguimento “evangelicofóbico”, esta parte da população não vai ser “convencida” ou “acalmada” só com argumentos bíblicos, nem com as técnicas usuais de persuasão e manipulação emocional corriqueira. Eles estão atentos às ações lesivas, de exploração e engano, há anos, praticadas impunemente, por nossos ágeis e competentes animadores.


Os pastores televisivos têm adversários ardilosos, maliciosos, conhecedores da lei e de nuances por trás delas. Querer adentrar em “territórios do poder”, por décadas controladas por eles, é perigoso. Na mesma reflexão o Estado é laico e não tem as Escrituras como referência norteadora.

Estado laico 
Por falar em Estado laico, estou atento a expedientes utilizados, com este argumento pelos secularizados ou anticristãos. Abusam da legalidade só que, exclusivamente contra os evangélicos. O Estado é laico e não pode beneficiar nenhuma tendência religiosa, nem catolicismo, nem religiões animistas (seja indígena, seja afro), nem espíritas, tão pouco espiritualistas (seja de influência europeia, seja oriental, seja afro), da mesma forma não convém ao Estado trazer temas religiosos, seja de forma explicita ou velada  independente da fé.
Concordo que as instituições educacionais administradas pelo Estado tenham, nas suas programações, em horários específicos, espaço aberto à reflexão religiosa, dando-se oportunidades a todas as tendências, com os alunos podendo escolher, livremente o que quer ouvir.

Os pastores midiáticos
Os pastores da TV precisam se embasar mais na temática do homossexualismo, ler mais sobre o assunto, perceber as informações bíblicas sobre as minorias em seu contexto, no ângulo correto.
Acrescento: O seguimento mais visível do “mundo gospel”, pratica uma ética comprometida, frágil, para não escrever quase inexistente. Precisam tapar as suas brechas com um bom material chamado confissão e arrependimento, apelando para a graça plena em Jesus.

Mas, ainda não é o fim,
Pr. Pedro Luís