segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Dizimo Foi um Galo. Um testemunho sensacional!


Ela Deu Tudo o que Tinha

            Às vezes não temos ideia do que Deus pode fazer através de nós, Ele pode glorificar seu nome através de ações simples e despretensiosas, que nos permitimos, movidas por motivações puras.
Em dezembro de 2001 O pr. Gildário, líder da então igrela local Batista Missionária, hoje Igreja Assembleia de Deus Betesda na cidade de Itaporanga – PB,  chegou em minha sala no Seminário Sertanejo (Seminário Teológico do Ministério Juvep), semelhante aos primeiros dias que o vi quando passei a morar em Itaporanga, 9 meses antes.
Percebendo o seu estado de ansiedade convidei-o para sentar e contar as novidades. Ele desabafou:
"Essa historia de missões é conversa fiada. Tudo é ilusão e mentira. O dinheiro não chega, as feiras não chegam. O povo só faz nos enganar... "
Depois de ouvi-lo perguntei o que estava acontecendo de fato. Ele então respondeu:  "Estou passando por uma humilhação muito grande.  Peço  um real a um e a outro para que o programa do radio não acabe" - A igreja tinha um programa em uma radio comunitária com duração de  uma hora, um dia por semana, o valor mensal para espaço radiofônico era de cinquenta reais.

O Zé Gotinha
Continuou então Gildário a  falar:  "Não tem dinheiro para usar o fusquinha do Seminário Sertanejo para visitar as ovelhas"
Um esclarecimento: o nosso fusquinha estava à disposição de sua igreja. Devido a falta de dinheiro, era costume o Gildário colocar apenas um litro, às vezes só metade de um litro de gasolina no fusca. O frentista do posto passou a chamar o carro de Zé Gotinha, numa alusão ao personagem da campanha do governo para a vacinação da pólio.
Ele  conclui de forma pessimista: "está tudo errado, eu não sei mais em quem acreditar. Os homens estão segurando as bênçãos  de Deus para a minha vida".
Diante  da realidade passei a tentar leva-lo a uma reflexão lógica: se o dinheiro não vinha já  há vários meses era porque Deus não   estava no assunto. E sugeri ao Gildário que desistisse tanto do programa do rádio quanto da ida a zona rural para visitar as ovelhas, até que a situação financeira melhorasse. Ele gritou irado: "Eu não desisto! Se desistir vão me chamar de covarde".
Insisti  na analise racional dos fatos afirmando que não tinha lógica aquela teimosia. O Gildário muito bravo falou: "Tem lógica sim. Eu vou continuar e pode dar o que der. Se eu desistir me chamarão de derrotado. Eu não sou derrotado! Dirão que eu sou covarde. Eu não sou covarde! Deus querendo ou não querendo me ajudar, não importa. EU NÃO DESISTIREI"!

A Rifa do Galo

            Percebi que se tratava  de algo além da razão e da lógica. Aquietei-me e esperei Gildário acalmar-se. Ele, mais tranquilo ofereceu algo inesperado para mim. Disse: "Ao invés de estar me desanimando me compre uma rifa". Sem entender perguntei: que rifa ? Ele respondeu: "a rifa do galo".
           O Pr. Gildário, apelou para a igreja que arrecada por mês R$ 350,00 em média entre dízimos e ofertas, uma oferta especial para pagar a manutenção do programa de rádio semanal que tem potencial para atingir   mais de cinquenta mil pessoas com o evangelho de Jesus numa das áreas mais carentes da Palavra no Brasil.
O valor do custo era de apenas R$ 50,00 mensais, A igreja tinha um déficit de mais de 150 reais. Ele pediu suplicando as suas ovelhas: "Se agente não tiver o dinheiro do programa do rádio ele vai acabar".
 Uma senhora crente, penalizada com aquela realidade, no outro dia chega com um galo e falou: "Pastor eu não tenho dinheiro mas o que tenho dou. Esse galo é para o programa do radio, venda ele, e que Deus abençoe" .
A senhora era a irmã Lourdes, casada com o irmão Tota, agricultores. Não tinham renda mensal, a não ser o bolsa escola do governo. Moram a 14 km da cidade, no sitio Capim Grosso)
Não comprei a  rifa, mas fiquei impactado e sensibilizado com aquela realidade.
Resolvi então escrever uma carta desafiando as igrejas do Brasil e coloquei na internet.
Quando a carta passou a circular na rede o retorno foi imediato. Varias ofertas de enumeras igrejas, das mais diversas cidades, até fora do Brasil chegaram para abençoar o sertanejo da região do Vale do Piancó, Sertão da Paraíba,   área muito carente com uma população evangélica ainda pequena, principalmente na zona rural.
            As portas finalmente se abriram para o pr. Gildário. Nunca mais faltaram recursos. Deus passou a suprir.
            Toneladas de alimentos chegaram no inicio de 2002 para serem distribuídas entre os carentes (o período de seca tinha trazido indícios de fome em algumas casas), o programa do radio foi adotado por um ano inicialmente por um irmão de Brasília, alunos do Seminário Sertanejo da Juvep foram abençoados com bolsas de estudo, a maioria deles não podia pagar o equivalente hoje a R$ 40,00 por mês; os filhos do pr. Gildário foram adotados na área de saúde, ganharam um plano de saúde nacional por um ano, etc.
Porem a irmã Lourdes, em termos materiais, não tinha recebido nada até então.

            Deus Proverá

            Seis meses depois ao ler a história, o pastor Jeremias Pereira da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, ficou bastante emocionado e resolveu contar esse testemunho em todos os lugares onde era convidado a pregar.
Um dia ia passando um vizinho que perguntou a Lourdes se ela já tinha uma geladeira em casa, ela respondeu que ainda não. Então ele falou: "que miséria é essa Lourdes! Tu estás aí morando em uma casa de taipa, de chão batido, com fogão a lenha. Essa estória de ser crente é conversa fiada". Lourdes respondeu calmamente: "Deus proverá, Deus proverá".
Poucos dias depois, em Toronto no Canadá duas jovens ao ouvirem o Pr. Jeremias falar do testemunho do galo, em um acampamento evangélico, procuraram o pastor e disseram: "nós não queremos ofertar nem para o pastor do galo nem para a igreja do galo, queremos ofertar para a irmã que deu o galo". Doaram o  equivalente a R$ 800,00. A irmã Lourdes nunca havia pegado em tanto dinheiro de uma só vez. Ela comprou então uma geladeira nova e passou a fazer picolé para levantar uma renda extra.!

O Galo canta em Nova York
Mas não ficou só nisso. Ao ouvirem esse testemunho, a Primeira Igreja Batista para Brasileiros em Nova York sensibilizada, resolveu construir uma casa para irmã Lourdes, A dela era de taipa, o piso de terra batida e em terreno que não era deles.
            Ao receber o e-mail do Pr. Francisco Izidoro, titular da igreja em Nova York, aleguei que mais importante naquele momento do que a casa seria uma terra para plantar, já que eram Sem Terra.
            A igreja prontamente levantou o equivalente a R$ 7.000,00 (em valores de hoje: R$ 18.800,00)  e comprou uma terra com um poço perene, (algo raro no sertão) para a família que deu o galo.
            A família da Lourdes ficou como quem sonha: eram, agora, donos de uma propriedade. Realidade distante para simples agricultores que, nem os pais, nem os avós tiveram esse privilégio.
            Com a terra veio outra benção, a oferta de uma bomba d`água para irrigação conseguida pelo Pr. Jeremias de Belo Horizonte. Se houvesse irrigação para todos não haveria fome no sertão.

            A Casa do Galo

            Um outro sonho ainda se tornaria realidade, o da  casa própria e de alvenaria. A igreja em Nova York ainda comprometida com a construção da casa enviou paulatinamente, com sacrifício, os recursos para a construção da casa. Foi construída uma casa com 135  mde área, três quartos, sendo um suíte. O custo para construção em valores de hoje seria R$ 41.500,00 Uma mansão, um palácio, para o padrão rural do sertão, que Deus deu a irmã Lourdes e família.
Em janeiro de 2006 o Pr. Francisco Izidoro veio de Nova York para a inauguração da casa.

DEUS PROVEU !

 A comunidade  local estava quase toda presente, eram mais de 100 pessoas alegres com o milagre da   provisão. A irmã Lourdes e o esposo Tota, o Pr. Gildário se emocionaram muito, choraram ao lembrarem de tudo que Deus promoveu nesses anos após o galo. Na inauguração da casa houve muita celebração e o nome de Deus foi glorificado.
A irmã Lourdes não entende muito bem, até hoje como  aconteceu. Ela exclama de vez em quando: "Eu não fiz nada. Eu só queria ouvir a palavra de Deus e achava bacana ouvir os recados que o pastor mandava para agente aqui do sitio pela radio"
 A sua motivação era apenas ajudar para que o programa não acabasse. A sua oferta foi como a oferta da viúva pobre: "ela deu tudo o que tinha" (Mc 12.41-44).
A história ainda não terminou...

O sertão continua carente, provavelmente não vamos resolver todos os problemas, mas podemos fazer a diferença para alguns:

  • ·Muitos líderes estão abandonados no campo sem assistência emocional, não recebem visitas, telefonemas, nem cartas. (caso queira visitar, telefonar ou, pelo menos, escrever temos o endereço de dezenas deles)
  • As mulheres missionárias, em sua grande maioria, quando adoecem são humilhadas com atendimentos desumanos. Ajude para que elas tenham direito a saúde descente – PLANO DE SAÚDE . 
  • Algumas igrejas  tem dificuldades para pagar a água e a luz elétrica
AJUDE!
ISSO LHE FARÁ MUITO BEM

Pr. Pedro Luis da Silva

3 comentários:

  1. a culpa é de muitos pastores que vivem em verdadeiros luxos com o dinheiro das missões, dizimos e ofertas.

    eu sergio costa do rio de janeiro digo: que tem muita gente que quer ajudar mais não pode. e tem muita gente que pode mais não quer...

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  2. É VERDADE SIM. TEM MUITOS PASTORES QUE ACHAM QUE IGREJA É TETA DE VACA. SÓ QUEREM FICAR MÁMANDO...
    NÃO AJUDAM EM NADA AS CONGREGAÇÕES E AINDA COBRAM AS TAXAS. QUEREM QUE A CONGREGAÇÃO GÉREM SUA PROPRIA RECEITA. E SE O PASTOR RECLAMA DA FALTA DE AJUDA DA TAL IGREJA SEDE. ELE É AFASTADO DO CARGO E ATE TRANSFERIDO... COMBADA DE FALÇOS PROFETAS QUE FICAM NO LUXO E ENVIAM POSTORES PRA SOFREREM NO SERTÃO E MANDAR DINHEIRO PRA ELES.... ASS, S.C / RJ

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  3. Ouvi este testemunho em Recife em 2006, QUE DEUS MARAVILHOSO É ESTE QUE SERVIMOS, ALELUIA.

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